Em 2025, só 32,9% das empresas portuguesas de alojamento e restauração recebiam reservas ou encomendas pelo próprio site. Na UE eram 48,0%. No alojamento sozinho, Portugal até está à frente da Europa, com 88,0%, o que aponta a restauração como o elo fraco.
Os números
O Eurostat pergunta às empresas com 10 ou mais pessoas se o site permite fazer reservas ou encomendas. Publica o resultado para o alojamento e para o setor de alojamento e restauração em conjunto, mas não para a restauração sozinha.
| Site com reservas ou encomendas online (2025) | Portugal | UE |
|---|---|---|
| Alojamento | 88,0% | 81,0% |
| Alojamento e restauração | 32,9% | 48,0% |
| Todas as empresas | 16,5% | 22,5% |
Fonte: Eurostat, 2025.
Se o alojamento está nos 88,0% e o conjunto fica nos 32,9%, a restauração tem de estar muito abaixo. Esta conclusão é nossa, a partir dos números publicados.
O que mostram os sites dos restaurantes
Na nossa verificação de 1 378 sites de restaurantes, 64,6% das páginas iniciais falam de reservas ou marcações (verificação FINEWEB, outubro de 2026). Parece muito, mas é só a palavra a aparecer. Muitas vezes, o que segue é «reservas pelo telefone».
Quando olhamos para o que deixa o cliente agir, os números caem:
- Formulário na página inicial: 31,6%.
- Telefone clicável: 31,1%.
- Botão de WhatsApp: 5,4%.
- Algum preço em euros na página inicial: 14,1%.
Os resultados completos estão em os sites dos restaurantes em 2026.
Onde o cliente decide
O cliente que reserva mesa já não vem só da rua.
- Dois em cada três utilizadores de redes sociais em Portugal pesquisam restaurantes e bares nas redes (Marktest, 2025).
- 44% já reservaram mesa num restaurante ou bar a partir de informação ou recomendação que viram nas redes (Marktest, 2025).
- 19,4% dos portugueses entre 16 e 74 anos encomendaram refeições online nos três meses anteriores (Eurostat, 2024).
O caminho típico é este: o cliente vê uma fotografia ou uma recomendação, procura o restaurante e quer saber três coisas. O que se come, quanto custa e se há mesa. Se o site responde às três, a reserva está a um toque. Se não responde, o cliente passa ao seguinte.
E cada vez mais esta procura acontece no telemóvel. Em setembro de 2026, 49,5% do tráfego web em Portugal já vinha do telemóvel, embora o computador ainda tenha liderado na média de 2025, com 59,5% contra 39,3% (StatCounter).
As opções para receber reservas
Não existe uma resposta certa para todos. Depende do número de mesas, de quantas reservas recebe e de quem atende.
| Opção | Custo | Funciona bem quando |
|---|---|---|
| Telefone clicável | Nenhum | Há sempre alguém para atender |
| Formulário no site | Só o do site | Reservas com antecedência, grupos e eventos |
| Botão de WhatsApp | Nenhum com a app gratuita | Alguém consegue responder em pouco tempo |
| TheFork, reserva pelo site ou redes do restaurante | Sem comissão nessas reservas | Já usa o TheFork e quer mais reservas diretas |
| TheFork, reserva pela app ou site do TheFork | Comissão sobre o preço médio de uma refeição | Quer clientes novos que ainda não o conhecem |
Fonte dos custos do TheFork: página de preços do TheFork Manager para Portugal, consultada a 13.10.2026. Segundo a mesma página, as reservas vindas do Google são gratuitas no plano Enterprise.
O modelo do TheFork mostra uma ideia útil. A reserva que vem pelo seu próprio site não paga comissão; a que vem pela plataforma paga. O mesmo raciocínio vale para as entregas, como explicamos em comissões das apps de entrega.
Exemplo ilustrativo: um restaurante com 40 lugares recebe 60 reservas por semana. Se metade chegar por telefone durante o serviço, são 30 chamadas que interrompem a sala. Com um formulário ou WhatsApp no site, uma parte passa a chegar por escrito e é tratada antes ou depois do serviço.
O menu também é reserva
Muitas reservas decidem-se no menu. Por isso, o menu online deve:
- estar em texto, com preços, e não só numa fotografia;
- ler-se no ecrã do telemóvel sem zoom;
- ter uma versão em inglês, se recebe turistas;
- mostrar a data da última atualização, ou pelo menos estar certo.
Um menu desatualizado gera desconfiança e discussões à mesa. É mais fácil manter um menu em texto do que refazer um PDF sempre que muda um preço.
E as faltas?
Em blogs de restauração em inglês, discute-se muito o sinal ou o cartão de garantia nas reservas, para travar quem reserva e não aparece. Para um restaurante pequeno em Portugal, a nossa sugestão é começar por menos: pedir sempre um contacto de telemóvel e confirmar a reserva no próprio dia. O sinal fica para grupos grandes e datas especiais.
Quer receber reservas pelo site sem pagar comissão? Peça a análise gratuita e mostramos o caminho mais simples.
Falar no WhatsAppO que fazer
- Ponha um botão de reserva no topo do site. Visível no telemóvel, sem ter de procurar.
- Peça só o essencial. Data, hora, número de pessoas, nome e telemóvel. Cada campo a mais é mais uma razão para desistir.
- Ofereça uma alternativa por escrito. Formulário ou WhatsApp para quem não quer ou não pode ligar.
- Ponha o menu em texto, com preços. Em português e, se recebe turistas, em inglês.
- Se usa uma plataforma, ligue-a ao seu site. As reservas que entram pelo seu site e pelas suas redes custam menos ou nada.
- Confirme no próprio dia. Uma mensagem curta reduz as faltas e liberta mesas a tempo.
Veja exemplos de páginas com reserva em sites para restaurantes.
