Em 2025, 83,6% dos portugueses entre 16 e 74 anos usaram mensagens instantâneas. Nos sites dos negócios que os recebem, o botão de WhatsApp quase não existe: está em 10,5% dos sites de hotéis e em 5,4% dos de restaurantes (verificação FINEWEB, outubro de 2026).
O que encontrámos nos sites
Em outubro de 2026 abrimos a página inicial de milhares de sites de alojamento e restauração em Portugal continental. Os hotéis e o turismo rural vieram do registo do Turismo de Portugal. Os restaurantes, cafés e bares vieram do OpenStreetMap.
Em cada página procurámos quatro formas de o cliente entrar em contacto sem sair do site.
| Setor | Sites verificados | Telefone clicável | Formulário | Chat ou assistente | |
|---|---|---|---|---|---|
| Hotéis | 1 329 | 10,5% | 56,1% | 46,3% | 8,2% |
| Turismo rural | 1 288 | 7,8% | 30,1% | 31,1% | 1,8% |
| Restaurantes | 1 378 | 5,4% | 31,1% | 31,6% | 1,2% |
| Cafés | 170 | 5,9% | 27,1% | 32,9% | 3,5% |
| Bares | 77 | 9,1% | 32,5% | 32,5% | 6,5% |
Fonte: verificação FINEWEB, outubro de 2026. Percentagens sobre os sites que abriram. Cafés e bares são amostras pequenas.
Em nenhum setor o WhatsApp chega a um site em cada dez. Os hotéis estão um pouco melhor, mas mesmo aí perto de 90% dos sites não oferecem esta porta.
Os bares, com 9,1%, ficam perto dos hotéis, mas a amostra é de apenas 77 sites. No turismo rural, o WhatsApp está em 7,8% dos sites e o telefone clicável em só 30,1%, pouco mais de metade do que se vê nos hotéis (56,1%). O formulário aparece em cerca de um terço dos sites em todos os setores exceto nos hotéis, onde chega a 46,3%.
Como os clientes preferem falar
Do outro lado, os números são o contrário.
- 83,6% dos portugueses entre 16 e 74 anos usaram mensagens instantâneas nos três meses anteriores, acima da média europeia de 82,3% (Eurostat, 2025).
- Em 2025, o WhatsApp tornou-se pela primeira vez a rede com maior penetração em Portugal: 89,9% dos utilizadores de redes sociais entre 15 e 64 anos usam-no, à frente do Facebook, com 89,4% (Marktest).
- Os utilizadores de redes sociais dão nota 8,3 em 10 à importância de as empresas e marcas estarem presentes nas redes, e 54,7% seguem marcas (Marktest, 2025).
O cliente português está habituado a escrever. Escreve à família, ao ginásio, ao cabeleireiro. Quando chega ao site de um restaurante, encontra um número de telefone, muitas vezes nem sequer clicável.
Porque escrever ganha a telefonar
Uma mensagem tem vantagens práticas para os dois lados.
- O cliente escreve quando pode. Às 23h, no comboio, numa reunião. Não precisa de esperar que alguém atenda.
- O pedido fica escrito. Data, número de pessoas, alergias, hora de chegada. Ninguém tem de apontar num papel durante o serviço.
- O negócio responde quando pode. Entre dois clientes, no fim do serviço, de manhã. Uma chamada perdida não deixa nada; uma mensagem deixa o pedido e o contacto.
- A língua pesa menos. Para um turista que não fala português, escrever costuma ser mais fácil do que telefonar, e pode sempre usar um tradutor.
Exemplo ilustrativo: um restaurante com 10 chamadas perdidas por semana durante o serviço de jantar. Se metade dessas pessoas tivesse um botão para escrever, ficavam 5 pedidos por responder, em vez de 10 clientes que foram a outro lado sem deixar rasto.
E os chats?
O chat ou assistente no site é ainda mais raro do que o WhatsApp na nossa verificação, exceto nos hotéis (8,2%). O Eurostat, que pergunta às próprias empresas com 10 ou mais pessoas, encontra mais: 31,6% das empresas de alojamento em Portugal dizem ter chat de apoio no site, contra 20,3% na UE.
Os dois números medem coisas diferentes. O Eurostat conta empresas maiores e aceita qualquer chat, incluindo o de uma pessoa. Nós procurámos ferramentas de chat conhecidas na página inicial de todos os sites, grandes e pequenos. Mas os dois apontam no mesmo sentido: os alojamentos portugueses já perceberam que o cliente quer escrever.
O que conta como um bom botão
Um bom botão de WhatsApp abre a conversa com o número certo, já com uma frase escrita, e está à vista no ecrã do telemóvel sem ser preciso descer até ao rodapé. Na nossa verificação contámos qualquer link de WhatsApp na página inicial, mesmo escondido no fundo da página. Os botões bem colocados são, por isso, ainda menos do que os números da tabela.
Quanto custa
Pôr um botão de WhatsApp no site não custa nada em mensagens. Funciona com a app WhatsApp Business, que é gratuita. Os preços por mensagem que a Meta introduziu em julho de 2025 aplicam-se à versão por API, usada por sistemas automáticos. Explicamos as regras no artigo sobre os preços do WhatsApp Business.
O custo real é outro: alguém tem de responder. Um botão de WhatsApp sem resposta é pior do que nenhum. Se não consegue responder fora de horas, diga-o claramente, ou pense num assistente para as perguntas repetidas. Comparamos as opções em assistente, formulário ou WhatsApp.
Quer saber se o seu site deixa o cliente escrever com um toque? Peça a análise gratuita.
Falar no WhatsAppO que fazer
- Ponha um botão de WhatsApp visível no telemóvel. Fixo no canto do ecrã ou junto ao botão de reservar, com o número do negócio.
- Prepare a primeira mensagem. Um texto já escrito, como «Olá, queria reservar mesa para…», ajuda o cliente a começar.
- Torne o telefone clicável. Escrever e ligar não competem. Quem quer ligar deve conseguir fazê-lo com um toque.
- Diga quando responde. Um horário de resposta ao lado do botão evita frustração e chamadas repetidas.
- Combine regras na equipa. Quem responde, em quanto tempo, e o que se faz com pedidos de reserva que chegam fora de horas.
Os números por setor estão nos estudos de hotéis e restaurantes.
