97% dos consumidores leem avaliações de negócios locais e 41% dizem fazê-lo sempre, contra 29% no ano anterior. Os números são do inquérito anual da BrightLocal a 1 002 adultos dos EUA, publicado em 2026. Não descrevem Portugal, mas mostram a direção: as avaliações pesam mais na decisão e envelhecem mais depressa.
O que diz o inquérito de 2026
A BrightLocal pergunta todos os anos aos consumidores americanos como usam as avaliações para escolher restaurantes, lojas, alojamento e serviços. A edição de 2026 traz três mudanças claras: há mais gente a ler sempre, a nota mínima aceite subiu e uma avaliação perde valor muito mais cedo.
| Indicador (consumidores dos EUA) | 2026 | Comparação |
|---|---|---|
| Leem avaliações de negócios locais | 97% | |
| Leem sempre | 41% | 29% no ano anterior |
| Não usam um negócio com menos de 20 avaliações | 47% | |
| Só valorizam avaliações dos últimos 3 meses | 74% | |
| Exigem pelo menos 4 estrelas | 68% | |
| Só escolhem negócios com 4,5 estrelas ou mais | 31% | 17% em 2025 |
| Mais propensos a escolher depois de avaliações positivas | 85% | |
| Vão ao site do negócio depois de avaliações positivas | 54% | |
| Afastam-se por causa de avaliações negativas | 77% |
Fonte: BrightLocal, Local Consumer Review Survey 2026, inquérito a 1 002 adultos nos EUA.
Uma avaliação antiga vale pouco
O número que mais muda a prática é o dos 74%. Três em cada quatro inquiridos só dão valor a avaliações dos últimos três meses. O total acumulado conta menos do que o movimento recente.
Exemplo ilustrativo: um restaurante com 300 avaliações, a última escrita há um ano, parece parado. Outro com 60 avaliações e cinco novas este mês parece cheio de vida. Para quem decide em poucos segundos no telemóvel, o segundo ganha.
Depois há o limiar dos 20. Quase metade dos inquiridos (47%) não usa um negócio com menos de 20 avaliações. Para quem abriu há pouco, ou para quem nunca pediu avaliações aos clientes, este é o primeiro objetivo concreto.
A nota também ficou mais exigente. A parte de quem só escolhe negócios com 4,5 estrelas ou mais quase duplicou num ano, de 17% para 31%. E 68% querem pelo menos 4 estrelas. Uma média de 4,2 já não chega para quase um terço destes clientes.
Responder depressa passou a ser esperado
19% dos inquiridos esperam ver resposta à sua avaliação no próprio dia, quando antes eram 6%. 32% esperam até ao dia seguinte e 81% contam com resposta dentro de uma semana.
Quem lê uma crítica negativa sem resposta lê também o silêncio do dono. Uma resposta curta e educada, que reconhece o problema e diz o que mudou, serve sobretudo o próximo cliente, aquele que ainda está a decidir.
Na prática, isto pede uma rotina: alguém da equipa recebe o aviso de nova avaliação, responde no mesmo dia ou no seguinte e passa ao dono os casos difíceis.
Onde se leem as avaliações
Nos EUA, o Google continua a ser a principal fonte de avaliações, mas caiu de 83% para 71%. O Apple Maps subiu de 14% para 27%. E 45% já usam o ChatGPT ou outra ferramenta de IA para pedir recomendações de negócios locais, contra 6% no ano anterior.
Em Portugal, a pesquisa ainda passa quase toda pelo Google. Segundo a StatCounter, 92,2% das pesquisas feitas em Portugal em 2025 foram no Google e, só no telemóvel, 98,1%. Em setembro de 2026 a quota geral desceu para 87,3%, com o Bing a subir. Mesmo assim, o perfil no Google continua a ser a primeira montra das avaliações. O nosso guia do Perfil da Empresa no Google explica como o pôr em ordem.
As redes sociais também entram na decisão. Num inquérito da Marktest a 800 pessoas de Portugal continental, feito em janeiro de 2025, dois em cada três utilizadores de redes sociais pesquisam restaurantes e bares nas redes. E 44% já reservaram mesa a partir de informação ou de uma recomendação que lá viram.
O que isto tem a ver com o seu site
Depois de ler avaliações positivas, 54% dos inquiridos da BrightLocal vão ao site do negócio. A avaliação cria a vontade; o site tem de fechar a decisão com o horário, os preços, a forma de reservar e o caminho até à porta.
Na verificação FINEWEB, outubro de 2026, olhámos para a página inicial de 1 329 sites de hotéis e 1 378 sites de restaurantes. Em ambos os casos, 66,7% mencionam avaliações, testemunhos ou um widget de avaliações. Quer dizer que um em cada três não mostra na entrada nada do que os clientes já disseram. Os detalhes estão nos estudos dos sites dos hotéis e dos sites dos restaurantes.
Há ainda um ponto de equilíbrio. Uma página cheia de estrelas e citações não substitui a informação prática. Duas ou três avaliações reais, curtas e recentes, colocadas perto do botão de reserva, fazem mais do que um carrossel com cinquenta.
Quer saber o que o seu site mostra a quem chega depois de ler as suas avaliações? Peça a análise gratuita.
Falar no WhatsAppO que fazer
- Chegue às 20 avaliações. Se tem menos, peça a todos os clientes da mesma forma, com um link direto ou um QR code no balcão. O guia como ter mais avaliações no Google mostra o passo a passo.
- Mantenha um ritmo. Algumas avaliações novas por mês valem mais do que muitas de uma vez. Para a maioria dos clientes, o que tem mais de três meses pesa pouco.
- Responda em 24 horas. Defina quem responde e quando. Agradeça as positivas em poucas palavras e responda às negativas com calma e com factos.
- Mostre avaliações reais no site. Duas ou três frases de clientes, com ligação para o seu perfil no Google, junto ao botão de reserva ou de contacto.
- Ligue o perfil ao site. No Perfil da Empresa, confirme o endereço do site, o horário e o link de reservas. Mais de metade de quem lê avaliações positivas segue para o site.
